Miquéias Bandeira
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Duo Soma Gravação do EP
Boa tarde! Divulgando o link da nossa vakinha virtual!
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/gravacao-do-ep-duo-soma
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quarta-feira, 8 de março de 2017
O Violão Feminino
O violão feminino
Por: Miquéias Bandeira
"Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era a música em forma de mulher. A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam unmot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos." Assim se inicia a crônica Uma Mulher Chamada Guitarra, de Vinícius de Moraes.
O violão, também conhecido como guitarra, tem a figura feminina não apenas como espelho, mas também vem formando durante o último século uma parceria bastante significativa, sobretudo no Brasil. Sendo o violão, instrumento pouco valorizado pela sociedade, essa parceria seria improvável de acontecer. Quem no final do século passado olharia com bons olhos o fato de uma mulher se apresentar em público tocando violão?
Todavia, com todo o machismo da época somado à boêmia do violão, o destino colocou uma mulher para dar o ponta pé inicial nessa parceria. Segundo o professor e violonista Fábio Zanon, o primeiro chute foi dado pela cantora, compositora, pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga. Numa época em que o piano prevalecia como instrumento tocado pelas mulheres de boa família, a compositora ousou ir na contramão utilizando o violão em suas apresentações teatrais no Rio de Janeiro, legando às mulheres o pioneirismo na história da música brasileira.
No início do século XX enquanto no Brasil, o violão, marginalizado - território dos boêmios com seus acordes melodiosos soavam em seis cordas - na Espanha o violão era instrumento de fundamental importância para a cultura dos ciganos.
Mas, esse cenário começou a mudar em 1916, com a passagem do violonista paraguaio, o virtuoso Augustin Barrios. Conhecido como "o Paganini do violão", o mensageiro da raça guarani é reconhecidamente o pai da escola violonística brasileira. E foi naquele ano que aconteceu o primeiro Concerto de violão no Brasil. No ano seguinte, a violonista espanhola Josefina Robledo encantou nosso país dando início aos nossos concertos femininos... A gênesis do violão estava firmada pela habilidade e sensibilidade feminina.
Entre os anos 20 e 50, Maria Luíza Anido, violonista também espanhola, discípula do mestre Miguel Llobet, visitou o Brasil e seus diversos Concertos durante essas décadas impulsionaram vários professores brasileiros a se empenharem mais nos estudos do violão clássico.
Nos anos 60, foi a vez da argentina Monina Távora que viveu no Rio de Janeiro. Casada com o grande violonista Andrés Segóvia e professora de apenas 4 alunos, Monina, com sua "pequena" escola de interpretação, viu seu trabalho contemplado nos dois maiores duos de violão do século: os irmãos Abreu e os irmãos Assad que, por conseguinte influenciaram os maiores mestres do violão brasileiro dos anos 70 para cá.
Já era o momento de uma mulher brasileira mostrar sua competência desfilando nos palcos seu talento violonístico. Quem cumpriu com esse papel, contribuindo para a história do violão no Brasil foi a violonista Maria Lívia São Marcos. Ainda adolescente fazia concertos pelo Brasil e nos anos 60, tornou-se a primeira brasileira a fazer carreira internacional como concertista.
Nos anos 90 a paulistana Angela Muner desponta como uma das intérpretes de maior destaque no cenário violonístico brasileiro, atuando como solista e camerista.
A história do violão, aqui brevemente observada, teve como base a presença da mulher, sobretudo no violão clássico. Porém, não foi diferente no violão popular que seguiu de perto o pioneirismo feminino. Para muitos, a primeira mulher a se apresentar acompanhada de um violão foi a cantora Olga Praguer Coelho. A manauara cantou em público pela primeira vez em 1928, num programa da Rádio Clube do Brasil. Mais recentemente a história do violão foi incrementada pelo jeito performático sonoro da violonista Badi Assad.
Não tem como negar a importância da mulher no caminho trilhado pelo o violão nestes últimos 170 anos.
Mulher - Violão!!!!
A alusão feita, nesse texto, resulta da importância de sua história na sociedade e pelas atribuições do corpo, dadas a ele... Abraçado ao instrumento - mulher, o poeta também reconhece suas conquistas e direitos que lhes renderam um dia internacional adotado pela ONU em dezembro de 1977, mas sobretudo é seu encanto, sua fortaleza, um não " sei quê " que o enfeitiça e que as cordas dedilhadas do meu violao a homenageiam todos os dias.
Recife, 08 de março de 2017
domingo, 14 de agosto de 2016
ILUMINADOS
ILUMINADOS
Para a Ciência iluminação é um fenômeno físico resultante da exposição de uma fonte de luz. Para o Budismo, o termo remete ao despertar, acordar. Já para a nossa TV, o domingo tem sido o palco dos iluminados.
Quem assiste ao
Programa liderado pelo apresentador Fausto Silva deve estar acompanhando a
disputa entre sete participantes que precisam cantar um trecho de uma música
indicada no momento que uma luz branca é acesa. Há uma votação, participação de
jurados e no final o público decide o vencedor.
Bem, a minha
proposta não é escreve sobre o esse Talent Show e sim nas próximas poucas
linhas lembrar de quanto existem coisas para nos distrair e que esse feito é proposital.
Na verdade essa distração tem a finalidade de ocultar verdades que essas sim serviriam
como fonte de luz.
A luz é o contrário da escuridão. Poder ser usada como analogia para diversos assuntos.
Como por exemplo, o proverbialista bíblico escreveu: "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora..."
Essa luz, conhecimento último, uma realidade alcançada por aqueles que conseguem absorvê-la mais e distrair-se menos vem sendo diariamente trocada por outras formas luminosas. A tocha olímpica, programas de TV, educação escolar e igrejas exploradoras formadoras de androides são apenas alguns exemplos de um arcabouço de possibilidades..
Como por exemplo, o proverbialista bíblico escreveu: "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora..."
Essa luz, conhecimento último, uma realidade alcançada por aqueles que conseguem absorvê-la mais e distrair-se menos vem sendo diariamente trocada por outras formas luminosas. A tocha olímpica, programas de TV, educação escolar e igrejas exploradoras formadoras de androides são apenas alguns exemplos de um arcabouço de possibilidades..
O nosso
governo comandou de forma magistral durante a Ditadura Militar um governo de trevas. Os "iluminados" de hoje é reflexo da educação destes mais vinte anos sem luz.
A Ditadura acabou, Lei áurea foi assinada, no entanto os escravos agora se tornariam cativos da liberdade a qual não tinham condições de tê-la. Desde então as maneiras mudaram, mas o foco é o mesmo: ocultar verdades do povo. A ordem é não deixar as informações chegarem mantendo a população novamente escravizada. O que vemos hoje são os vampiros mantendo os zumbis bem ocupados. Uma triste realidade.
A Ditadura acabou, Lei áurea foi assinada, no entanto os escravos agora se tornariam cativos da liberdade a qual não tinham condições de tê-la. Desde então as maneiras mudaram, mas o foco é o mesmo: ocultar verdades do povo. A ordem é não deixar as informações chegarem mantendo a população novamente escravizada. O que vemos hoje são os vampiros mantendo os zumbis bem ocupados. Uma triste realidade.
A Era da internet chegou,
uma realidade crescente é com ela formas disfarçadas de escravidão. As pessoas em vez de a usarem pra
tantas coisas úteis, para seu crescimento como pessoa, para a melhorar o relacionamento em sua família por exemplo, terminam se preocupando mais
com gatinhos, frases de efeito, noticias falsas, Pokémons.
Que cada um então fique atento ao seu próprio nível de imbecilidade e em quanto às distrações
vem servindo de alento a sua psique. Esse nível que é regido por coisas tais
como o seu estilo de vida, pelos locais aos quais você costuma frequentar, os livros
que costuma ler e também pela sua busca ou afastamento da verdadeira Luz o qual brilhou numa sociedade hipócrita e trouxe-nos uma consciência pautada pelo Amor.
por: miquéias bandeira
domingo, 7 de agosto de 2016
O QUE PENSO SOBRE...
POKÉMON GO E O FUTURO DA HUMANIDADE
É preciso avançar a este futuro pra a
humanidade poder enxergar o quando pagou pelo preço de ter evoluído? Cada ganho
é coroado com uma perda, assim é essa vida. Já se foram 2 (dois) milênios de
Era Crística e a maioria das pessoas foram preparadas apenas para conquistar
bens, luxo e o que comer. O Brasil nem se fala. Décadas de uma formação na qual
não se instruiu nada, apenas criou-se zumbis consumistas que cumprem muito bem
seu papel, seja comprando ou roubando. Esse futuro que já vem sendo estartado
pela realidade virtual, para não citar algo mais distante, é apenas uma
evolução, uma melhoria dessa raça zumbiniana.
Chama-se realidade virtual é espécie de simulação da realidade através da tecnologia. Esse aplicativo Pokemón Go, febre entre usuários de celular, sobretudo os jovens é baseado nesta tecnologia. Trocando em miúdos, é criada uma espécie de ilusão bem próxima do universo real que conhecemos. O espectador entra nessa Maya, conceito de ilusão na qual chega até a perder o senso de realidade.
Que
assistiu o filme A origem ( The inceptation) verá bem algo semelhante onde a
personagem fica tão profundamente afetada pelos sonhos que passar a acreditar
cegamente que a realidade é o sonho na qual está vivendo.
Com essa tecnologia empregada neste
novo jogo de caça aos monstros pockets (Pokemóns) o usuário consegue ver bem um
novo mundo que está surgindo. No entanto, esses mesmos não enxergam o quanto
coisas que parecem mínimas conseguem atingir o máximo. O micro que derruba o
máximo assim como um Davi que derrubou Golias; ou como um máximo que atingi
seus objetivos através da manipulação do mínimo.
É
realmente um grande avanço. Quanto a tecnologia vem sendo usada em equipamentos
médicos, aparelhos que facilitam o nosso dia a dia. Porém, todo pós tem o
contra, o lado negativo. Por enquanto, esse lado no meu entender é bem maior:
roubos, acidentes pela distração durante o uso do aplicativo. Todavia, um dos
maiores problemas que vejo é o controle da máquina sobre o homem. Quem será que
vai ganhar essa batalha?
Realmente,
não tem volta. O futuro próximo será cada vez mais recheado de tecnologias que
poderão ser usadas para o bem ou para o mal. Cabe a você saber fazer o uso mais
correto delas. Saber utilizá-las de forma a somar, a melhorar sua qualidade de
vida e a dos outros.
Por Miquéias
Bandeira
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